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Cultura e Demência

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No oitavo dia da criação, Deus, bastante cansado, resolveu pegar um cineminha. O filme era bem tosco e ele resolveu postar sobre na web. Nascia assim o Charrete.

Fui assistir o 007 - Casino Royale, estréia de Daniel Craig como o famoso espião.

Antes de tecer qualquer comentário, algumas coisas precisam ditas. Trata-se de um prequel e, mesmo com o Batman Begins e os episódios 1, 2 e 3 do Star Wars, eu ainda fico com um pé atrás com prequels. Aprendi a viver com eles e seguir em frente, me divertindo apesar de detratores argumentarem para o contrário. Mas ainda assim fico com um medo enorme das piadas prontas e cenas enlatadas.

Odeio o excesso de ação que a 10 anos entope os filmes do 007. O cara é o cara, então deixem ele fazer o que sabe fazer de melhor (opa! herói errado).

Além disso, tem aqueles detalhes que os chatos pegam no pé…. o novo Bond é loiro e etc e tal. Ok, como eu já estava com um pé atrás, isso se juntou ao caldo. E foi muito bom que isso tenha acontecido.

Bom pq eu me surpreendi com o filme. Não é um Abismo do Medo, mas é um filmão. Esse Daniel Craig tem estirpe, tem naipe de James Bond. Não é galã pela pinta, e sim pelo charme, pelo tchans. Não é esse o propósito do personagem? Ser o cara que todo homem gostaria de ser?

E tem mais. A história é muito legal, a ação é excelente, mas os momentos mais intimistas são espetaculares. Houve uma preocupação grande com isso, é perceptível. Isso torna a experiência de assistir o filme mais agradável.

Cabe aqui uma comparação com o Abismo do Medo. Esse me conquistou justamente por ser um filme com conteúdo e não só um body-count desnecessário e patético. Vale o mesmo para Casino Royale e todos os outros filmes do Pierce Brosnan como Bond.

E a bond-girl então? Ok, Eva Green pediu para não chamar ela de bond-girl, e eu vou atender. Vou pq fazia uns 901293 séculos que as bond-girls (opa!) eram muito superficiais. Sempre gostei das bond-girls que, de alguma maneira, afetavam o espião, como em Somente para seus Olhos, Um Espião que me Amava ou Moscou contra 007. Fora que a morena é absolutamente charmosa e sedutora, e fatura o nosso herói (sim, isso mesmo, e é foda) na inteligência.

Por fim, esse filme não tem tantos gadgets quanto alguns poderiam gostar, mas para mim estava suficiente. O Aston Martin é do baralho. Os vilões são bons e a trama bacana. Os personagens — em especial Bond e Vesper — me conquistaram, o que para mim, que prefiro conteúdo a forma, é fundamental. O desenrolar da trama, não tanto pela trama, mas pela situação que coloca os dois personagens principais me fez reclinar na cadeira e isso é o que conta.

Assistiria no cinema outra vez, sem pestanejar.

Cotação: e sete oitavos.

Um latido para “007 - Casino Royale”

  1. Casino Royale…

    Acabei de chegar do cinema. Fui assistir o 007 - Casino Royale, estria de Daniel Craig como o famoso espio.

    Antes de tecer qualquer comentrio, algumas coisas precisam ditas. Trata-se de um prequel e, mesmo com o Batman Begins e os episdios 1, …

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