Acabo de sair de uma sessão do “Fim dos Tempos”, filme recém-apedrejado pela crítica e público. Ainda assim sustento: é o melhor filme do Shyamalan depois de 6o. Sentido. Acho que simplesmente as pessoas não estão mais acostumadas com terror psicológico.
Talvez estejam esperando um filme repleto de ação com cidadãos comuns, frente ao perigo, empunhando metralhadoras e chutando bundas, como em qualquer filme tragédia atual. Se um dia eu me deparasse com uma ameaça à humanidade, ia deixar a parte da ação para o exército, marinha, aeronáutica, Power Ranges, Chuck Norris e até mesmo para a Dona Ruth que foi convocada para lutar ao lado das forças do bem no dia do juízo final.
Quanto a mim? Eu iria correr e fugir como um bastardo…
E é isso que é o filme. Pessoas comuns encarando uma crise mundial da maneira que pessoas comuns encarariam: sem saber direito o que fazer. Sem saber como reagir e até sem saber o que falar… Deixe as frases de efeito para os heróis (rá! e com isso me safei de justificar os diálogos simplórios).
Algumas comparações para ter em mente ao ir ao cinema:
- Os Pássaros: Ameaça não justificada/explicada
- Sinais: Os efeitos especiais, tentativa de explicação e final feliz é que estragou o filme
- Guerra dos Mundos (dos Spieldeberg): Lembre-se do Tom Cruise antes de reclamar que os atores atuam mal. E compare o final família do Spieldeberg com as poucas concessões do Shyamalan…

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